30 de julho de 2011

O Ombro (Como dizia o Mário - O Quintana)

Um ombro amigo,
ombro de mãe,
membro que não pergunta,
cômoro que o vento não transpõe.

Nas horas tristes,
nas alegrias inseparáveis do ser.
Incrível é o dezembro quente
abraçado em quem suster.

Para dormir e até chorar,
para curtir e não sofrer,
o ombro que te salva
é também o que te faz viver.

E se o ama,
ama-o antes da sua ida,
pois a vida é breve
e o amor mais breve ainda!

27 de julho de 2011

As Damas De Hoje

Resolvi falar da minha preocupação com a língua hoje...

Alguns amigos meus falam que é um saco conversar comigo pela internet, pois eu gosto de usar as letras maiúsculas na hora certa e as pontuações nos lugares que elas devem estar. Qual é o problema disso? Tudo bem, eu admito... sou um chato, quase um Policarpo, mas é porque tem que ter gente assim. Faz parte do equilíbrio. Da cadeia alimentar (dessa eu acho que não, não é?).

Eu me preocupo em usar bem a língua que me foi dada porque a gente costuma preservar o que é nosso e o que a gente usa. No caso da língua, há uma motivação a mais: se eu não me preocupar com essa língua (a que eu falo e escrevo), com qual língua eu vou me preocupar? A outra língua a que me refiro é essa mesmo: a língua da boca.

Como disse, a gente preserva o que a gente usa e a língua da minha boca eu só uso pra falar. Há um bom tempo que ela não tem outra função. Problema? Mais ou menos! Acabo sendo discriminado por não trocar saliva com umas três meninas diferentes em toda festa que meus amigos me chamam pra ir.

Esses são tempos difíceis, meus caros. A exemplo de alguns, tenho tido medo dessa outra função da língua. Tá difícil saber se você está cortejando uma mulher ou um ex-homem. Se bem que não se corteja mais ninguém, exceto quando o "cortejo" é aquele que segue um funeral...

É verdade, ninguém corteja mais! A internet não deixa! "Cortejar uma dama". Lia isso em livros na esperança de um dia fazer, mas isso não existe mais. Até porque hoje quase não existem mais damas. Mas é isso mesmo. Nem tudo dura pra sempre (exceto o José Sarney e o Ricardo Teixeira, claro!): até a Dercy Gonçalves morreu!

E assim vou vivendo: sendo discriminado por usar a crase e outras regras gramaticais corretamente nas conversas à distância; sofrendo bullying por acreditar, sonhar e lutar por um amor perfeito; e sobrevivendo às salivas das damas das festas de hoje em dia.

25 de julho de 2011

A Borboleta e A Flor

Escrever é cantar sem mexer a boca
e abraçar sem abrir os braços;
é fazer chorar quando se está alegre
e alegrar quando a tristeza quer reinar;
é harmonizar melodias ao redor,
e inspirar poesias naqueles que amam...

O escritor é sensível,
tem medo e coragem na mesma medida.
Sente a perda e levanta na queda,
segura as pedras e dá a mão.
O escritor esquenta o frio
e acalma a frieza.
Esquece a razão!

Escrever é dançar sem música,
embora os outros pensem que isso é loucura.
Escrever também é pensar no que os outros dizem
sem se importar com os que não pensam.

Escritor não é aquele que escreve
e sim aquele que se inscreve
na maravilha eterna que é viver.

Escrever é pôr melancolia na vida
e harmonia na morte.

Escritor é aquele que se sente bem,
sonha com o que já passou
e que lembra o que ainda vem,
pois sempre vem!

Escrever é fingir loucura pra fazer sorrir
e inventar sanidade pra fazer chorar.
Escrever é sentir o vento e fazer voar,
é medir o tempo e extemporizar!

O escritor é o que ele lê
e o que ele sonha.

Escrever é esquecer a rima,
preservar a dúvida,
criar o clima,
seguir na luta...

Escritor é quem ama,
quem apaga e acende,
quem não sabe e entende
quem ama!

Escrever é verbo de estado,
o escritor um fenômeno da natureza.
Escrever é misturar magia e amor.
O escritor é a borboleta,
a escrita a flor!

Escrever é antes pensar
e depois agir,
enteder que não há lugar
que não se possa ir,
nas asas da vida,
nas linhas que seguem,
na vida que brilha...

Escritor é aquele que contradiz a felicidade
para viver feliz pela eternidade!

Oi, De Novo...


Depois de uma semana de viagem,
estou aqui de novo
para alegria de ninguém,
para tristeza do povo.


Tinha até esquecido
de vir escrever,
também ninguém havia me dito

que sentia falta de me ler.

De teimoso que sou,

volto a atualizar,
assim como o calor
que insiste em queimar.

Sem muita demora
vou essa postagem acabar,
escrever uma outra
para homenagear...

15 de julho de 2011

Uma Composição...


Fim de tarde, violão nas pernas, ideias na cabeça, fiz um samba... Uma letra bem curta! Como dizem os grandes: a música começa quando termina. Mas quero opiniões sobre a letra. Aceito sugestões do que fazer mais... boto o nome na composição, viu?rs

Vá mentir

♫ Ela que me disse que nunca mentiu
Mentiu agora que ninguém a viu,
Afinal ninguém vai dizer
Que uma linda vai me fazer sofrer...

Eu vim bem aqui nesse meu violão,
Dando um acorde de grande emoção
Para alguém se convencer
Que eu só quero viver...

Não, não adianta vir se explicar
Pois nosso amor não vai mesmo durar
Taí, vá mentir!
E de uma vez por todas ser feliz... ♫