5 de novembro de 2010

Dia da Cultura

A noite já me triturou o bastante, a ponto de me fazer raciocinar menos ainda... Quase esqueci que o dia 05 de novembro é dia da Cultura também.

Para homenagear a Cultura vou usar dois poemas. Um de Torquato
Neto. O primeiro poeta que conheci e hoje o que mais admiro. E vou usar um poema dele já incluindo para os muitos que vou usar ao longo deste mês de seus aniversários: de vida, no dia 09, e de morte, no dia 10. O outro poema é da poetisa que conheço a menos tempo e que está mais difícil dizer que amei sua poesia. Quando leio poeta que não é piauiense eu fico com uma espécie de ciúme ao contrário, como se os poetas daqui estivessem me olhando torto enquanto eu leio esse outro de outro lugar. Tento brigar comigo mesmo para resistir à poesia. Mas sou fraco. Não brigo com ninguém, nem comigo mesmo. Tanto não brigo que a prova viva de que o encantamento que os poemas dessa "bacharel metida a poeta" (palavras dela) tem me dado já é maior que os meus "ciúmes ao contrário" é colocar um poema seu aqui, mostrando que a cultura não se perde no tempo. Ainda é viva hoje. À revelia dos que pensam que não existe mais poesia, nem música e nem cultura nos dias atuais...

Louvação

Vou fazer a louvação
Louvação, louvação
Do que deve ser louvado
Ser louvado, ser louvado.
Meu povo, preste atenção,
Atenção, atenção.
Repare se estou errado:
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado,
E louvo, pra começar,
Da vida o que é bem maior,
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado

Vou fazendo a louvação
Louvação, louvação
Do que deve ser louvado
Ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando
Atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra
Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
A vida pra não morrer

Vou fazendo a louvação
Louvação, louvação
Do que deve ser louvado
Ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção
Atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera
Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar

E assim fiz a louvação
Louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado
Ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção
Atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado

Torquato Neto

Contradições

A minha viola canta uma canção
No meu coração toca um refrão
Na minha banda, antítese rima com paráfrase.
Metáfora com anacronismo
E hipérbole com onomatopéia

Na minha vida sorriso conjuga com lágrimas,
Raiva com alegria,
Beijo com tapa,
Viola com violão

No meu relógio, hora marcada é atrasada.
meio-dia são duas horas,
seis horas são meia noite e seis,
e três são nove horas.

No meu céu, as nuvens negras,
brilham como ouro ao toque da luz.
A lua beijou o mar,
e o mar beijou o sol.
Belo triângulo amoroso

Ana Kalil


Um dia desses, um amigo me perguntou: "Rivanildo, qual a década que, na tua opinião, tem a cultura mais rica?". Respondi sem titubear: "A nossa"! A nossa geração é a mais rica no que se diz respeito a cultura porque nossa geração tem acesso à produção cultural de todas as outras. Temos a inspiração da nossa realidade e do que foi escrito ou feito anteriormente... Cabe a nós aproveitar e fazer com que a cultura não seja uma lembrança nem um sonho e sim uma realidade!

Dia do Cinema Brasileiro

Ontem (05/11) foi dia de um monte de coisa, uma dessas coisas é o Cinema Brasileiro. Em virtude do meu dia 05 (nesse meu texto, o dia 05 aqui será encarado como ontem. Mas não vou mais falar a respeito disso não...) ter sido cheio, escrevo hoje, dia 6, em homenagem ao nosso cinema.

Meu gosto pra cinema é mais juvenil do que o próprio dono do gosto. Tenho vontade de ser cinéfilo, mas por enquanto sou cinemofóbico. Não que eu tenha medo de cinema. Tenho medo é dos meus comentários sobre o cinema. Mas enfim... são comentários.

Quanto ao cinema nacional, é quase impossível não ter um gosto apurado, pois nossos filmes são, de maneira geral, maravilhosos. Um fator que faz a qualidade do nosso cinema ser tão honrosa é a forte e sábia ligação do nosso cinema com nossa literatura, coisa que acontece pelo mundo afora, mas no Brasil tem um sabor mais especial devido à maravilhosa literatura que temos.

Alguns tabus ainda precisam ser quebrados: a divulgação e a dignificação do nosso cinema. As pessoas ainda dão pouco valor ao nosso cinema, por mais que isso tenha melhorado. Os mais pobres se valem de sua posição social para não buscar o cinema, assim como qualquer outra forma de cultura. Mas aí mora a responsabilidade humana e cidadã: exatamente por faltar riqueza material, é preciso buscar riqueza intelectual. A pobreza não é um muro intransponível para ter-se acesso à cultura, ela é só um obstáculo. Devo considerar o fato de nosso governo não incentivar nem a produção nem a divulgação nem a veiculação dos nossos filmes, mas isso também não é muro. Se o governo fosse um muro para o enriquecimento cultural da população, o nosso país jamais teria superado a ditadura e jamais teríamos conhecido Glauber Rocha...

Outro problema em nosso cinema é a distância do povão às salas de cinema. Tirando Tropa de Elite 2 as pessoas não falam em outro filme... Só mesmo Gu
el Arraes com O Auto da Compadecida (de Ariano Suassuna) e Moacyr Goez com O Homem que Desafiou o Diabo (de Nei Leandro de Castro) e alguns outros poucos conseguiram a popularização dessas obras tão dignas de aplausos e elogios. No mais, os filmes deixam a desejar quanto a sua complicada abordagem. Mas isso também é devido a nossas salas de cinema ainda serem um plano longínquo para nossos potenciais cinéfilos. E o porquê disso é óbvio. Hoje em dia andam preocupados demais com o bolsa família pra se preocuparem com a cultura de nosso povo.

Vou terminar essa "homenagem" com dez filmes (dos doze) nacionais que assisti e que são de altíssimo nível. Lembro (mais uma vez) que meu gosto cinematográfico é horrível!:D









































































Parabéns ao cinema nacional!!!

2 de novembro de 2010

Do Dia de Todos os Mortos


Como fico? Pra onde vou? Serei esquecido? Vou esquecê-la? O que será de mim?... São perguntas como essas (de marido que foi chutado para fora de casa) que tomam conta das pessoas numa data como o dia de finados. E com razão! Essa é a intenção deste dia.

Para outros cristãos e outros seres humanos, nosso hábito de lembrar, uma vez por ano, os mortos é algo sem fundamento bíblico, por isso, estaríamos errados ao celebrar esse dia. Para nós, cristãos católicos, é um dia para lembrarmos aqueles que amamos que atenderam ao chamado maior do nosso Senhor maior.

A celebração da morte existe desde o começo da humanidade. Sempre lembrou-se dos mortos. No entanto, só após a vinda de Cristo essa celebração se tornou sinal de esperança e de fé. E desde o século XIII o dia de Todos os Mortos é celebrado no dia posterior ao dia de Todos os Santos.

Acabo de chegar do cemitério. Visitei e acendi velas no túmulo de meu pai e no cruzeiro do cemitério Santo Antônio. Nunca foi uma tortura ir ao cemitério, exceto pelo fato de ter de acordar cedo. Mas é preciso que eu diga que sempre achei o cemitério um lugar mais agradável que hospital... Hoje em dia, mais do que nunca.

É interessante como a morte é encarada por nós seres humanos. A morte é o único momento da vida (ou da existência) de um ser humano em que ele se torna igual a todos os outros. Na verdade, tem outro momento, mas não seria nada ortodoxo colocá-lo aqui...

Por isso o respeito, a lembrança, a celebração da vida como conhecemos, que se encerrou para determinada pessoa, e da morte que nos separa do desconhecido. Aquilo que só esperamos, através da fé. “A fé é um modo de já possuir aquilo que ainda se espera. É um meio de conhecer realidades que não se veem.” (Hb 11,1)

Tendo esta fé, somos capazes de lidar com o drama ou com a esperança (o que preferir...) da morte sem perder a cabeça, procurar subterfúgios ou confortar-se de tantas maneiras o mundo nos oferece.

Fazem experiências com espíritos e com as coisas de “outras vidas” por este mundo afora. Não quero entrar aqui no mérito ou na veracidade da causa, só penso que, assim como uma galinha não pode saber o que se passa num canil, nós vivos não podemos saber o que se passa no Reino dos Céus. Cada coisa no seu tempo (pegando o raciocínio lá do livro do Eclesiastes). E, como o próprio Homem falou: as coisas dos homens pertencem aos homens, as coisas dos céus aos céus!

Se nos guiamos a buscar paz de espírito querendo ouvir espíritos, estamos dizendo pra nós mesmos que foi vão tudo o que Jesus disse, viveu e sofreu e que de nada serviu sua morte. Além disso tudo, negamos a esperança que Deus, por meio de Cristo, nos deu: a ressurreição. Ressurreição esta que só é possível entender ao estar nela, da mesma forma que só é possível entender da vida ao vivê-la, do amor ao senti-lo, de música ao ouvi-la, de Fernando Sabino ao lê-lo...

Sentei aqui a escrever porque ao acender as velas no cruzeiro do cemitério e ao terminar a última Ave-Maria daquele momento, escutei as conversas que nunca são extintas no dia de Finados, principalmente nos cemitérios: “o ser humano é assim mesmo... vai sem saber que foi!”, “É rapaz... a gente só ‘véve’ com uma certeza: que a gente vai morrer!”, “Deus deu, Deus tira, né mesmo cumpade?”... E nesse eterno indagar, discordar e esperar, vou vivendo até o dia em que terei a alegria de entrar no Reino dos Céus ou de,caso eu não vá (se for essa a vontade de Deus), ver quem eu tanto amei na felicidade e no descanso eterno.

27 de outubro de 2010

Resposta a uma amiga

Resposta a uma postagem de uma amiga. Pode ser que nem mesmo ela ou que nem mesmo eu entenda, mas aí está a minha resposta... Resposta a algo que eu sequer sei o que é e que tampouco quero saber. Só sei que é resposta e que minhas mãos me disseram que são para minha amiga.


Eu não consigo entender como eu sou tão incompreendido quanto às minhas viagens matutinas e você incompreende coisas que, ao ver de qualquer ser humano normal, são simples, ainda mais por estarem dentro de você.

Estou enganado?

Talvez...

Sou a pessoa menos indicada pra falar de você, mesmo já conhecendo detalhes teus como a cicatriz no rosto, o dedo mindinho torto, a perna que balança na hora da raiva, assim como a sobrancelha a fechar o olho... a curiosidade, o ciúme e as zilhões de boas coisas que eu não vou colocar nesta minha resposta por motivos óbvios. O principal deles: não dar crédito a quem não merece.

Voltando lá pra cima... estaria eu errado? Talvez. Provavelmente. Não sei. Pode ser. Tanto faz... A subjetividade dita regra por aqui, não é mesmo? Dizer que quer e não quer, reina em teus papos acerca disso que foi blogado...

Tentei, ao te contar minha pequenina e tão comovente história, te mostrar que é complicado dizer que as coisas relacionadas ao lado louco do coração se resolvem, mesmo quando um dos dois pode resolver. No meu caso, não sou eu! Mas, é claro, você não acolheu do jeito que eu queria. Ou minha situação não teve o efeito que EU queria que tivesse. Da mesma forma que você não entende ou não recebe nada que eu lhe dou ou que eu lhe digo do jeito que eu queria. Se não fosse assim, hoje eu nem estava aqui tentando te convencer duma coisa que você não vai se convencer, pelo menos não por textos meus.

Às vezes dar nome aos bois ajuda, às vezes é só questão de logística (ou seria “pecuárica”. ahh... esqueça esse parêntese – ou o texto todo, fica a seu critério!). Quero dizer, minha amiga, que se perder ao pensar coisas que você supõe saber só atrapalha. Mas aí vem um porém: às vezes gostamos do que nos atrapalha. Exemplo: eu gosto de você! Pois é...

Assim é a vida... Escrevendo isso aqui que eu estou escrevendo, eu estou só a alimentar mais ainda as suas contradições. É ou não é? Ainda poderia fazê-lo mais algumas vezes, mas não posso me contradizer ao te ajudar nas tuas contradições.

Não posso falar de imparcialidade. Não consigo! Mas acho que consigo dizer que não entendo como pode o teu coração ser imparcial se ele parece não pensar nele mesmo. Entende isso? Se não quiser me explicar, não me explique. Se quiser, não me explique também. Quero distância de dificuldade, por isso às vezes sou distante. De quê? De tudo, até de mim...

Viu como também consigo não te entender? Mesmo as coisas simples são difíceis de entender. Inversamente proporcional àquilo que complicamos.

Um exemplo: achei super complicado quando me disseste dum problema com sua mãe. Eu não sabia, naquela hora, na casa de nossa amiga, dizer qualquer coisa. Achava que precisava aconselhar, mas sabia que não seria mais necessário. Já havia passado. Mas também pensava que você, por ter me contado, esperava ouvir alguma coisa de mim... E eu ali sem nada pra dizer. Quando, de repente, pensei que você não tinha entendido que sua mãe também estava com raiva e tinha o mesmo direito que você tem de fazer besteiras quando está com raiva. Você não entendeu isso, porque estava debaixo do seu nariz. Para você era simples, para mim complicado.

Voltando mais uma vez lá pra cima: estou errado ao achar que você complica as coisas que são fáceis? Não dá pra dizer. Essa é uma pergunta simples mas que, dadas as circunstâncias, faz-se preferível complicá-la. Mas, pegando o raciocínio do último parágrafo, se e complicá-la ficará fácil respondê-la, não é? Ah! Esse negócio tá me deixando é doido...

O certo é que eu tenho certeza que o John Deacon não fez aquela canção pra virar justificativa de você não saber o que se passa com você mesma! Ele deve estar é muito do decepcionado, uma hora dessas...

Para acabar ao estilo do texto que eu estou respondendo, o seu, vou usar uma frase que aparentemente não tenha nada a ver, mas que pra mim e pode ser que pra você também signifique alguma coisa: “não seria má ideia um pouco menos de terra e um pouco mais de mar nesse mundo!” (Rubem Braga). É só para lhe dizer que eu queria que essa sua história se danasse num oceano desses e que, se tivesse mais água ainda do que o que já tem, seria melhor ainda pra essa história morrer afogada.

Mas aí entra mais outro porém: você, certamente, odiaria ter que esquecer essa história. E eu também. Mesmo sem saber, essa história já é, para mim, aquilo que se pode chamar de sina. Jamais te escreveria tanto. Jamais saberia que, por um triz, eu posso te odiar do mesmo tanto que te amo...

Num dia desses, no ônibus...


É incrível como ganhamos pensamentos novos para escrever quando acordamos atentos, quando observamos as coisas a nossa volta com olhos de segurança de supermercado. Vemos tudo e fazemos de tudo o que vemos histórias, pensamentos, até textos para serem postados em blogs por aí afora.

Mas não vim escrever sob um parâmetro tão extenso que é escrever sobre as coisas que nos fazem escrever. Vim escrever sobre uma dessas observações de um dia desses.

Definitivamente, o ônibus é o lugar em que a gente mais pode escrever sobre. Esta já é a segunda vez que me sento para escrever sobre as viagens matinais ao IFPI no Mocambinho - Alto Alegre (não vou pôr o nome da empresa... sem merchandising! ). Desta vez, as observações foram menos indignadas e nem um pouco revoltadas, mesmo podendo escrever assim, visto que eu viajava maltratado, coisa do costume de quem estuda ou trabalha e tenta preservar o meio ambiente usando o transporte privado (era pra ser público, não é? Mas não sei não. Tenho minhas dúvidas...).

Entrei no ônibus e passei meu passe-verde para ser assaltado na maquininha da catraca (meu Deus, eu estou sendo insurreto!!!). Fixei-me em pé. À minha frente: uma moça, lá com seus trinta anos, e uma menina de colo (ou seria de ombro?). E aqui começa minha observação...

Sabe quando passa pela sua cabeça mil histórias? Quando você se sente uma daquelas senhoras que se sentam na porta de casa pra conversar até tarde da noite? Pois estive nessa situação! Fiquei ali, alguns muitos minutos, olhando aquela menina que deveria nem ter a consciência de estar olhando pra alguém que estava imaginando como seria a vida dela. Certamente, se ela fosse bem mais velha, não teria olhado pra mim com aquela curiosidade e com aquela delicadeza.

Nunca fui olhado como fui olhado por aquela jovem criança que, pelo tamanho das mãos, deve ter um ano e meio. Nunca fui arrebatado por uma história que eu supunha como fui arrebatado por a que eu imaginava que fosse a daquela criança. O futuro me pareceu existir quando sonhei, com os olhos abertos, o futuro daquela menina de cabelos cacheados e olhos de siriguela.

Devo confessar que me apaixonei por aquela criança como é possível se apaixonar por qualquer criança (tirando A-quelas). As pessoas, à medida que ganham idade, perdem tanta coisa que, por eu já tê-las perdido também, fica difícil listar. Contudo, o que é relevante nesse texto é a sensibilidade, a docilidade e a sabedoria que só quem pensa não saber nada tem.

E mesmo agora, tendo descido aquela mãe atenciosa com sua filha cheia de luz, aquela vida que me passou pela cabeça e pelos olhos ainda me enche de alegria. Os olhos daquela criança me fizeram sair da minha inépcia e da minha preocupação boba com a inépcia dos outros. Mas não quero deixar esse final com cara de livro de autoajuda, quero é escrever sobre o como eu me senti bem ao ver que a pureza ainda existe, mesmo que numa criança e mesmo que enquanto ela ainda seja uma criança...