3 de agosto de 2010

I Caminhada da Partilha - Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Depois desse mês tão maravilhoso de visita às casas dos paroquianos, de leitura e reflexão bíblica sobre o dom da partilha, depois de tanto aprender e transmitir o que realmente significa o Dízimo, coroamos nosso mês missionário com uma linda e animada caminhada, a Caminhada da Partilha.Partilhamos cada passo, assim como partilhamos cada palavra e cada opinião durante esse mês todo nas casas das pessoas. É na missão que aprendemos o quanto é grandioso fazer parte de uma comunidade e quanto somos responsáveis pelo nome de Jesus ser levado e ser compreendido por tantos e tantos lugares."Não devemos ser católicos de banco de igreja, devemos ser católicos de rua", algum padre disse isso uma vez. Foi mais que uma manifestação da nossa igreja, foi uma expressão de nossa fé: é caminhando e fazendo barulho que dizemos que não temos vergonha de sermos filhos de quem somos..."Ninguém é tão pobre que não tenha nada para oferecer, ninguém é tão rico que não tenha nada para receber", um outro padre disse isso. É preciso agradecer o que recebemos e nos alegrarmos com o que damos. É muito além do dinheiro, é, na verdade, o que o gesto de partilhar do pouco que temos simboliza e o que esse pouco se transforma quando, unidos, doamos a nós mesmos...O Frei Clemílson diz uma coisa interessante: "Às vezes pensamos que o dízimo é uma coisa distante, que está lá no outro mundo. Mas ele tá do nosso lado, às vezes até mesmo dentro de cada um de nós". Entender o que é dízimo é tão fácil como entender porque esse povo estava todo reunido. Seguimos um refrãzinho do tempo de minha avó: "A Bíblia nos ensina: 'Povo santo caminhai. Caminhai, caminhai para a casa de Deus Pai!'".
É na esperança de um dia estarmos nessa mesma festa lá no céu e, principalmente, no desejo de ver nossa comunidade mais humana e mais fraterna que caminhamos com tanto entusiasmo e que fizemos tanto barulho.
Parabéns a todos os que organizaram, que apoiaram e aos que caminharam. E, por fim, parabéns àqueles que acolheram e que sentem agora a vontade de se juntar nessa missão.

2 de agosto de 2010

E daí se eu não tenho twitter?


E de repente vem a pergunta:
- Rivanildo, cadê teu twitter, pra eu seguir?
Negócio de twitter!
E daí se eu não tenho twitter?
E daí se eu não consigo escrever em menos de 140 caraceteres?
Ou melhor, e daí se eu não consigo escrever em menos de 500 caracteres?
E daí se não dá pra fazer nenhuma brincadeira visual com o meu nome: omitir uma letra, colocar um número, cortar o sobrenome...?
E daí se a minha internet é um saco e demora céus pra sair da página de log in?
E daí se eu tenho aversão ao fato de no twitter não poder colocar imagem e ter que direcionar pra uma outra página (uma tal de Twitpic)?
E daí se eu não gosto da ideia de ter seguidores, como se eu fosse um profeta?
E daí se eu fico com a cara azeda só de pensar do tanto de político que está usando o twitter, nesses tempos?
E daí se, até que enfim, minha página está pronta e agora eu já posso mudar o tema do meu twitter?...

30 de julho de 2010

Quando (poema sem adjetivos)


Amar é quando eu digo:

- “Amo!”

sem saber a quem?


Ou quando abraço e beijo

e tomo o seu sobejo?


Todos perseguimos

a pureza do amor...

e ele nos resiste.


O amor consiste

nessa ilusão do uno

que partiu-se.


Os adjetivos atrapalham

a vida e o amor.


O amor se despetala

é quando eu digo:

- “Amei!...”


Francisco Miguel de Moura

14 de julho de 2010

Tempo Íntimo

Inscreve teu poema no tempo

como no tempo estás inscrito: -

um silencioso grito

juntando os cacos da solidão.

Estás partido,

e teu poema é só um eco

sem raízes ou audível chão.

Contudo cantas,

e tua voz, rouca, vai desvendando

as faces do mundo

sob tua pele escondidas.

Canta, canta que aprenderás

o tempo, teu relógio de pulso

ecoando efêmero teu coração

— o relógio enorme da catedral


e o silêncio.


(Moranno Portela)

2 de julho de 2010

Vamos fechar as barreiras que a família real abriu, por favor!

Se foi possível conhecer esse ex-jovem aí da figura sem ler as letras que escrevo, maravilha! Evita a minha ambígua descrição: uma como o roqueiro e grande músico que é e a outra como pé-frio, inconveniente que é e torcedor que não é.

Nessa hora em que até o Ratinho faz uma mesa redonda e procura uma explicação pra derrota do Brasil, ali no programa dele; nessa hora que o Milton Neves falou, buzinou, se (e me) estressou, criticou, fez a propaganda dele, encheu meu saco até me fazer trocar de canal; nessa hora que até aquele apresentador da Globo que faz a Central da Copa, Thiago Lifer, ficou triste... a coisa que todo mundo faz é discursos sobre o jogo de hoje e sobre o que aconteceu naquele segundo tempo e apontar o dedo indicador, ou pelo menos as palavras, a alguns tantos que, com argumentos invejáveis, merecem o títulos de culpados.

Como eu faço parte desse "todo mundo" fui atrás de um culpado também. Quero somente sair da mesmice de culpar Dunga, Felipe Melo, Júlio César, Michel Bastos, Luís "Fabulani" (como disse Marcelo Tas), ou toda a escalação (bem ou mal feita - vai do ponto de vista) da seleção... Vou culpar aquele que pra mim, foi o Coxinha da vez.

Esse cidadão inglês aí da caricatura, foi um dos maiores responsáveis pela nossa derrota...

Depois de ir torcer pra Inglaterra, EUA e mais alguma outra que eu esteja esquecendo, foi torcer, com certeza contra a nossa vontade, pela nossa seleção. A intenção dele foi até boa, mas, definitivamente, o que vale não é a intenção!

Se eu fosse um hermano, diria um muito obrigado inexorável ao Mr. Jagger por ter se deslocado ao Nelson Mandela Bay e ter feito ao contrário do holandês Johan Cruyff que disse que não pagaria para ver um jogo do Brasil nesta Copa do Mundo, questionando a falta de magia na equipe de Dunga e igualando-a aos demais times dessa copa. Esse nobre holandês deve ter se arrependido, se não tiver ido ao estádio nessa sexta (já sábado, lá na África).


Portanto, meus parabéns Dunga, comissão técnica e jogadores pelos 405 minutos de futebol que vós se dispuséreis a participar... E minhas lamentações pelos últimos 48 minutos da nossa torcida, há algumas horas.

Resumo com o que resumiu isso tudo o grande Dodó Macedo: "no segundo tempo, os titulares do Brasil foram substituídos por clones."