26 de abril de 2011

1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer


Estou pegando um post do mesmo site de outra postagem que coloquei aqui (1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer). Desta vez, são os 1001 filmes...

"Download da coleção de filmes do livro
1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer (1001 Movies You Must See Before You Die)

Sinopse:

1001 filmes para ver antes de morrer inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos.

Mais de 50 críticos consagrados selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte.

A lista traz as obras mais significativas de todos os gêneros – de ação a vanguarda, passando por animação, comédia, aventura, documentário, musical, romance, drama, suspense, terror, curta-metragem e ficção científica.

Organizado por ordem cronológica, este livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou apenas para escolher o que ver hoje à noite."

É só ter uma internet mais ou menos e começar a clicar:

http://nobrasil.org/download-1001-filmes-para-ver-antes-de-morrer/

E boa sorte!:D

24 de abril de 2011

Dessa Vez, Suponhamos: 23/04 :D

Sinara...
Nome pequeno pra uma gigante,
Perfeito para uma humilde errante.

Nome de gente,
Simplesmente.

E eu aqui, insistente,
Com essa vontade de que teu nome

Fosse como a dona: exuberante!
Uma flor não precisa de nome pra ser bo
nita,
Como uma pequena não precisa

De muita coisa pra ser infinita.

Louco sou eu aqui, suicida,

Te deixando ainda mais convencida...
Cheia de si, metida!

Mas é porque você merece,

Meu anjo.
Sonho que acontece.

E eu aqui, à mercê do dia que amanhece,

Esperando você voltar
E trazer o teu sorriso, teu amar,
Pra eu ser mais eu e poder abraçar

A pessoa que mais me faz calar

Pra ouvir o que a vida vem cantar...

Parabéns, meu anjo!:D

19 de abril de 2011

Chicobuarqueando...


Eu Sei, Ela Volta...
Eu entendo a tua partida,
mas não sei por que não voltas.
O casal que não briga

não ama, fecha portas.


Eu entendo o teu choro,
apesar de estar bem longe agora.

Só a paciência nos faz amar a volta

e entender quando o outro for embora.

Eu entendo o teu riso,

só não entendo as marcas das solas.

Se alguém entende, duvido

que saiba por que tu choras.


Tu já não ris pelo que antes riste

mesmo com o outro que namoras
E eu sei que tens andado triste

e que voltarás. Questão de horas!
___________________________________________________________
Iludido, Chora!
Desculpe-me, antigo querido,
mas mereço e dar-te-ei uma resposta.

Talvez não lembres bem,
mas fui eu quem bateu a porta.


Não foi briga de casal,

foi só porque ganhaste a aposta:

Você duvidou, seu animal,

então fui-me embora.


E eis-me aqui feliz,

quase sem olhar as costas

E tu aí vivendo de passado,
chorando, me fazendo propostas...


Tu antes não choravas,

hoje rolam lágrimas à mostra

E eu sei que me procuras...

tá vendo esse papel? Encosta e chora!

15 de abril de 2011

Suponhamos que hoje é 14/04...

Essa postagem era pra estar aqui ontem, aniversário de uma vizinha de sala lá do IFPI... Já havia escrito isso há um tempão, mas estava tentando escrever alguma coisa melhor, algo mais a ver com o aniversário dela. Não saiu. Então, vou postar o que eu havia escrito sabendo que pode ser que ela nem veja. Mas vou postar... um dia, quem sabe, ela leia. Além do meu abraço e da barra de chocolate, esse poeminha também é meu presente de aniversário a essa menina que tanto desconheço, mas que, por desconhecer, já conheço bastante...
___________________________________________________________É isso aí...
E tudo começa a se repetir.
Um déjà vu!

Meu telefone desligado
e uma vontade de sumir,
é o que não quero de mim:
pensar só no futuro.

Me desculpe, minha querida,
se meu futuro é igual
ao presente que vai passando:
sorrir com gente legal
e seguir amando...

Melhor perder dinheiro
do que perder juízo,
embora os que te aconselham
não digam nada parecido.

Porém tem o acontecido:
quem te manda ter futuro
não sabe o que é o sorriso,
constrói em ti um muro
e te mata ainda vivo.

Melhor perder aula
que perder amigo.
Então não faça isso comigo!
Esqueça essa besteira
e vá fazer do futuro
o presente que você cheira,
pois o dia de amanhã
não sabe mesmo se vem.

Mas amanhã sempre tem.
E é o que espero:
a mesma alegria o mesmo bem
que os teus olhos me dão,
pra você e pros que te amarem
(pros que odiarem também!).

E, você sabe: amo tua mão,
mesmo as unhas como não quero.

E diga ao teu irmão
que eu não errei a rima não.
É que déjà vu
É que nem kiwi.
Não é qui nem jiló,
nem que nem cair...
E eu vou ficando por aqui,
te desejando muita vida,
muito amor e alegria
no hoje e no porvir.

Um beijo, conhecida,
um beijo, minha amiga...
Parabéns, Carly!
__________________________________________________________
Tudo bem, Carlyane, você não tem irmão. Mas a rima pediu e o que vale é a intenção!:D

13 de abril de 2011

A Tática da Bolsa


"A ideia da Jussara era que, no primeiro contato, José Henrique já descobrisse tudo sobre ela

A Jussara estava a fim de um cara e bolou um plano para conhecê-lo. Ou para ele a conhecer. Um plano minucioso, que descreveu para as amigas como se fosse uma operação militar. Em vez de conquistar um reduto inimigo, Jussara conquistaria o cara, que se renderia ao seu ataque. Ela acreditava que, no amor como na guerra, planejamento era tudo.

Jussara sabia que José Henrique – o nome do cara era José Henrique – tinha dinheiro e não tinha namorada firme, duas precondições para seu plano valer a pena. Era bonito, era um intelectual (andava sempre com um livro embaixo do braço) e tinha hábitos regulares. Todos os dias saía do trabalho e sentava-se numa mesa de bar, sempre a mesma mesa, para comer uma empada e tomar uma cerveja (só uma, e ele não fumava nem tinha qualquer outro vício aparente) antes de ir pegar seu carro num estacionamento próximo. Geralmente bebia sozinho e ia direto para casa, onde morava com a mãe viúva.

O ataque, de acordo com a melhor tática militar, deveria ser de surpresa. Mas surpreendente apenas o bastante para ser inesquecível sem assustar o cara. A ideia da Jussara era que, no primeiro contato, ele já descobrisse tudo sobre ela. O que ele faria com esta informação dependeria do que viesse depois. Ou, como disse a Jussara, “dos desdobramentos”. Mas no primeiro instante ele teria que saber tudo a seu respeito. Como conseguir isto?

Com a bolsa. As amigas se entreolharam. Com a bolsa? Com a bolsa. Jussara entraria no bar remexendo na sua bolsa, fingindo procurar alguma coisa com tanta concentração que esqueceria de olhar para frente e esbarraria no José Henrique, derramando todo o conteúdo da bolsa na mesa à sua frente, ou no chão ao seu lado.

– E o conteúdo da bolsa dirá tudo que ele precisa saber a meu respeito, entendem? Serei eu dentro da bolsa. Tudo que eu sou, tudo que eu gosto. Ele vai me ajudar a colocar as coisas de volta dentro da bolsa e em poucos minutos conhecerá minha alma e minha biografia.

Jussara já sabia o que colocaria dentro da bolsa. Um bonequinho de pelúcia que certamente enterneceria o cara, mostrando seu coração bom e algo infantil. Envelopes com sementes, mostrando sua preocupação com o meio ambiente. E um livro, para ele saber que ela também lia. Mas precisava decidir: que livro? Estava aceitando sugestões. Poesia? Martha Medeiros? Karl Marx? Pornopopeia? O Pequeno Príncipe? Qual faria maior efeito? Escolheram um Saramago, desde que não fosse muito pesado.

E o encontro se deu. Todo o conteúdo da bolsa da Jussara caiu na frente do cara, que ajudou a botá-lo de volta, como previsto. Mas ele nem notou o livro e as outras coisas. Pegou um estojo de maquiagem da Jussara e disse: “Eu uso o mesmo blush!”.

A Jussara culpa seu fracasso numa falha que costuma frustrar as operações militares: reconhecimento insuficiente do terreno.

– Faltou pesquisa – lamenta."


Luis Fernando Verissimo / Zero Hora - 10/04/2011

12 de abril de 2011

O Enchedor de Saco


Dispositivo eletrônico de luxo. Meio de comunicação da alta sociedade. “Aparelho para transmitir a distância a palavra falada”, como diria o amigo Aurélio. Ou “primeira coisa do mundo”, como diria o nobre reitor de minha Instituição de ensino, Francisco Santana, querendo dizer saberá Deus o que... Se ainda não deu pra captar sobre o que estou falando, respondo objetivamente (mesmo sem ter ouvido a pergunta): é o telefone!

Essa excelente contribuição daquele carinha que eu quase nunca lembro o nome (lembrei agora, indo rapidamente ao gúgol: Graham Bell) tem uma história gigantesca, memorável...

Ainda hoje escuto meu padrinho dizer, com orgulho, que foi um dos primeiros da região onde moro a ter a linha (ou franquia, como ele próprio diz) telefônica. Verdade! Apesar de não ser, com uma coisa daquelas (um telefone) em casa, ele poderia ser considerado integrante da alta sociedade. Quase “sangue azul”!

Depois ele foi chegando em todo lugar e caindo no comum, como aconteceu com a televisão, computador, mp3, câmera digital, internet. Quem não tinha era atrasado. Démodé (essa palavra tá mesmo démodé). Mas, mesmo com essa evolução natural, foi possível ver alegria no rosto das pessoas quando chegou o orelhão na praça da creche em frente a minha casa. Lembro-me até das minhas idas ao orelhão só pra ouvir a minha voz num número que a gente discava. E as vizinhas reclamando quando acertávamos a bola no telefone, dizendo que a gente ia esculhambar o digníssimo.

Foi passando o tempo e a comunicação ficando cada vez mais possível, próxima. O telefone já era quase coisa do passado. O negócio era a internet. Pelo telefone dava de ouvir a voz da pessoa e quanto mais distante melhor. Não sei se aconteceu só em minha casa, mas o telefone sumiu, mesmo sem termos internet. Era preciso entrar na moda. Apareceu o celular. Cada familiar com o seu. Só não a avó porque pensava que aquilo era coisa do cão, magia negra! Inocente, pensava eu que nunca mais ouviria os professores falarem no gerundismo das queridas operadoras de telemarketing... Inocente mesmo!

O telefone voltou. Hoje ele ocupa novamente lugar privilegiado: a estante, do lado da televisão. E, mais do que ocupar lugar importante, ele tira o sossego. Quando você pensa que vai ter um minuto de sossego, lá aparece o desgramado falando em sol sustenido. Só pra encher o saco. Acabar com o sono que tava querendo começar...

À noite ele toca, pra dar notícia ruim. De manhã cedo, pra cobrar. No domingo, pros amigos dizerem que sua casa foi sorteada para eles passarem o dia bebendo coca-cola e falando besteira até a hora do jogo que, se for do Flamengo, eu, dono da casa e flamenguista, serei convidado a não assistir!

Presente em tantas situações diferentes, boas e más, foi esse meu querido odiado que tentei homenagear. Sem nenhum motivo aparente, mas simplesmente pela notícia que acabei de receber por ele: perdi uma prova na escola! É a vida...

10 de abril de 2011

As Maravilhas das Maravilhas do Maravilhoso Piauí...

Outro dia, clicando em algumas páginas desse mundo tão grandioso que é a internet, encontrei um site e tanto: http://br.olhares.com/.

Vendo as imagens do fotógrafo Juscelino Reis, resolvi postar aqui as belezas fotogradas junto com as belezas escritas deste estado que, pra mim, é o mais lindo do mundo: o Piauí!

Aqui seguem alguns poemas com seus respectivos donos e as fotografias de Juscelino Reis, Piauí adentro...
Saudade
"Saudade! Olhar de minha mãe rezando,
E o pranto lento deslizando em fio ...

Saudade! Amor da m
inha terra ... O rio
Cantigas de águas claras soluçando.

Noites de junho ... O caburé c
om frio,
Ao luar, so
bre o arvoredo, piando, piando ...
E, ao vento, as folhas lívidas cantando

A saudade imortal de um sol de est
io.

Saudade! Asa de dor do Pensamento!
Gemidos vãos de canaviais ao vento...
As mortalhas de névoa sobre a serra...


Saudade! O P
arnaíba - velho monge
As barbas brancas alongando ...
E, ao longe,
O mugido dos bois da minha t
erra ..."
Da Costa e Silva
Do Cimo Da Montanha
"Musa, pára um momento aqui, musa severa
!
Olha deste alto cimo a Pátria, o Sonho, a Vida...
Mede toda a ex
tensão imensa percorrida,
E o presente, e o porvir esmiúça, e conside
ra!

Interpreta, na estrofe, a sa
udade sincera,
E realça, firme, o traço à página esquecida!
Canta a luz que te doura, e estende-a, refletida,

Sobre os rincões natais, que tua alma venera!

Mas grava tudo lenta, unindo, com orgulho,
O esto dos palmerais, e a harmonia dos
trenos,
Como na relação do efeito para as causas...

Junta o carme à epopéia, enlaça o grito e o arrulho,
E os quarenta anos teus se fixarão, serenos,

Num longo beijo quente, ampliado em sóis e em pau
sas..."
Félix Pacheco

Paisagem Por Dentro
"Abro os braços
para a paisagem
descortinada janela a fora,
aos olhos que se arregalam.


E o coração:
- a vi
da é bela bebida aos poucos.

O verde enverdece o sol,
o amarelo traz fruta – esperanç
a,
a saudade em chuva e orvalho
cai (dos tempos
de criança).
Bate-me por dentro, nas laterais:

- as narinas sentem

e os ouvidos ouvem

o vento
e seus mistérios e eflúvios,
arrepian
do a pele como tentáculos.

A alma que voava
me pousou
na beira do sonho."
Franciso Miguel de Moura
Chuva
"A chuva cat
a segredos
nas folhas vivas da tarde.

O leve passar do vento,

o lento passar do tempo

nas fol
has vivas da tarde.
E a chuva a chuva,
as águas doc
es da chuva,
no lento apodrecer
das folhas mortas da tarde

vão despertando os segredos da vida."
H. Dobal

Pra terminar, a letra de uma música: a poesia na música, a arte na arte, a maravilha na maravilha...
Ir
"Oba, oba, oba, oba...
Já é
hora de chegar
Chegar pra sentar
Sentar pra conversar

Conversar pr
a sair do lugar
Viajar...

Já é hora de sentir

Sentir e analisar

Analisar e sorrir
Sorrir de não se atar nu
m lugar
Viajar...

Viajar sem ter tempo de chegar
E se chegar pra
quê?
Se é bom curtir o luar

Ter o mundo aos meus pés
numa estrela aventurar
ter mil asas e mil pés
nenhum porto pra atracar."

Teófilo Lima

8 de abril de 2011

VII Festival Nacional de Violão do Piauí


O tempo é mesmo criação divina. Justo. Enquanto ainda se chora no país todo (inclusive aqui) a tragédia no Rio, aqui um momento alegre. Enquanto famílias cariocas queriam que esses dias nunca existissem, aqui no Piauí serão poucos dias que seria bom que nunca acabassem. Mas é a dinâmica da vida. É só viver!

O que acontece nesses poucos dias em Teresina é o Festival Nacional de Violão do Piauí, que chega a sua sétima edição. Começou ontem (07 de abril) e vai até domingo (dia 10). Idealizado e coordenado pelo grande violonista piauiense Erisvaldo Borges em parceria com outro gigante, o professor e poeta Cineas Santos, o festival tem por objetivo "levar música de qualidade para o público e proporcionar para os nossos estudantes de música a oportunidade de ter contato com grandes nomes do violão nacional e internacional sem sair de Teresina", palavras do próprio violonista.

A programação gira em torno de escolas públicas, na Oficina da Palavra e no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí. Serão 26 concertos (17 em escolas como: Liceu Piauiense, Instituto Dom Barreto, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, Escola Municipal Antônio Gayoso, Escola Estadual Moacir Madeira Campos, Escola Municipal Extremo), palestras, masterclass, recitais didáticos, concurso de violão e outros.

Entre os grandes nomes convidados estão: Fábio Zanon, Mar
co Pereira, Ulisses Rocha, Mário Ulloa, o argentino Victor Villadangos e um senhorzinho chamado Yamandu Costa.

Parabéns pelo trabalho, Erisvald
o e Cineas. É por causa de iniciativas como essa que vale a pena viver e aprender.

Programação completa: http://kamaleao.com/teresina/3959/festival-nacional-de-violao-do-piaui-fenavipi-2011




























7 de abril de 2011

A Flor dos Olhos da Menina


Nunca olhei muito
pro lado de dentro do portão.
O que eu via sujo
não levava em consideração.

Mas olhei pra palma da mão.
E minha mãe me ensinou
a me limpar e a limpar o chão...

Os sermões de tantas noites
viraram palavras de irmão...

Ainda assim, o cara do corredor
insiste em varrer os nossos pés,
como se a sujeira humana fosse horror
e não uma mistura do café.

Mas a flor dos olhos da menina
sugerem amor.

E ainda há em mim esperança
de um dia ver o ator
fazer-nos entender que a herança
não precisa ser rica, basta ter calor.

Portanto, limpe o seu quintal!
Chame o seu amigo ou a mulher amada
e a sujeira espalhada levada pela palha
não sujará mais a roupa enxuta no varal...

6 de abril de 2011

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer


"Download da coleção de CD´s do livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (1001 Albuns you must hear before you die)

Sinopse:

Em 1001 discos para ouvir antes de morrer, 90 jornalistas e críticos de música internacionalmente reconhecidos apresentam uma rica seleção dos álbuns mais inesquecíveis de todos os tempos.

Abrangendo desde as origens do rock ‘n’ roll nos anos 50 aos mais recentes sucessos, este livro vai guiar você por diferentes tendências sonoras e mostrar o poder que a música tem de representar as aspirações e os sentimentos de toda uma geração.

Embora grande parte do livro seja dedicada ao rock e ao pop, há também dezenas de boas indicações de jazz, blues, punk, heavy metal, disco, soul, hip-hop, música experimental, world music, dance e muitos outros estilos."

Para começar essa saga (baixar 1001 discos é algo torturador!) é só entrar no site a seguir e ter muita paciência com a internet brasileira (a pior do mundo). Esforço que, sem nenhuma dúvida, vale (e muito) a pena!:D

Abraços...

http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/

5 de abril de 2011

Simplesmente, Obrigado!











Escrito na noite do dia 03 de fevereiro deste ano, depois da surpresa que fizeram pra mim... surpresa que sobrou pra mim, como dá pra ver lá embaixo... Queria que todas que fizeram aquela surpresa lessem isso, mas, na impossibilidade, fica no meu coração o meu agradecimento.

___________________________________________________
Talvez eu me repita muito por algum tempo. Talvez eu use, por muitas vezes, o mesmo tema ao escrever alguma coisa: o amor. Mas pra que falar de algo
mais se o amor é tudo? Desta vez, quero falar do amor que recebo, visto sobretudo hoje, meu aniversário.

Enquanto escrevo vou buscando inspiração no reflexo das palavras de quatro cartolinas coladas com fita gomada na parede do meu quarto. Uma verde, uma rosa, uma amarela e uma azul. Palavras soltas, textos singelos, flores, corações, colcheias, um triângulo retângulo (o que eu ainda não entendi bem o porquê)... tudo isso aqui neste quarto.


Isso que acabei de descrever é a representação do maior presente da
minha vida que se repete todos os dias do ano: a demonstração do amor. Tudo bem que hoje tem um leve empurrãozinho por ser o dia que minha cabeça ganha mais cabelos brancos, mas, reitero: isso se repete todos os dias do ano.

A prova de amor não está somente na preocupação que todos tiveram de fazer algo que me agradasse ou de escrever com a letra bonita ou de fazer um esforço para estar presente na surpresa preparada para mim em minha casa. A prova de amor está nas palavras simples.

Eu ainda busco a simplicidade da palavra (como busco a simplicidade Da Palavra), por isso talvez jamais fosse capaz de preparar um presente como este que me deram. Não por não ter criatividade (e nem tenho tanta), mas por não ter a ousadia das palavras simples. Não tenho a coragem do vocabulário comum nem das frases fáceis. Me falta essa audácia.

Ainda me perco buscando sinônimos. Não sou como o JLB, que aprendeu em vida a não buscar os sinônimos por “sugerirem diferenças imaginárias”. Não sou como o Rubem Braga, que percebeu ser a simplicidade o grande mistério da poesia...

Mas est
ou vivendo. Envelhecendo. Sei que um dia vou perceber que a simplicidade das palavras faz a vida ser bem mais bela e que toda a maravilha do mundo é graças à normalidade (e não à perplexidade) do que se escreve.

No entanto, a palavra a qual me refiro não é simplesmente a palavra escrita, aquela do dicionário, o vernáculo. A palavra, que se faz pura e perfeita no planeta água, é a palavra: ação, pensamento, vida. Não é possível usar a pureza das palavras simples se a vida não for simples também. Ou talvez seja o contrári
o, mas isso já é complicado demais, logo não cabe neste texto simples.

O certo é que quanto mais eu vivo, mais eu percebo que não é o amor que faz o simples ser bonito, e sim o contrário.